sábado, 9 de junho de 2012

Mais Tempo para Empreendedores



 
Palestra Endeavor: Empreendedor Produtivo from Equipe Neotriad on Vimeo.


Depois de muito tempo, posto aqui anotações sobre a palestra do Christian Barbosa, especialista em administração de tempo, realizada pela Endeavor. A palestra é aberta e pode ser assistida a qualquer momento online nesse link. Sobre gestão de tempo, Christian Barbosa comenta: "Não acreditem, experimentem e vejam os resultados". Para mais informações, Christian indica o portal Você com Mais Tempo, Triad Consulting e Neotriad.


PERGUNTAS DE REFLEXÃO

1. Você é empreendedor ou escravo da sua empresa?
Muitos empreendedores, ao serem questionados pela família, respondem: "preciso me dedicar à empresa para quando ela crescer eu ter dinheiro e poder me dedicar a vocês". Às vezes o empreendedor trabalha na empresa e não consegue sair, deixando de ser empreendedor para ser escravo.

2. Você está tendo resultados consistentes ou stress consistente?
Muito trabalham demais e não tem resultado, podendo empregar seu tempo em outra atividade gerando mais resultado. 

3. Você vive, ou sua empresa existe, para realizar seus maiores sonhos?
Mais importante do que gerenciar o tempo é dar sentido ao seu tempo. Quando estiver no fim da sua vida, poderá dizer que ela valeu a pena?

Segundo Christian, hoje virou chique virar estressado. As pessoas associam estresse com trabalho. Quando alguém pergunta se está tudo bem e se está corrido e o outro responde "Não, hoje estou tranquilo", logo perguntam "quebrou? perdeu o emprego? tá de férias?". Não precisa ser assim. Stress não precisa ser igual a trabalho.

EMPREENDEDOR PRODUTIVO

1. Foca no importante. Tem clareza e foca no importante mais do que ninguém.

2. Trabalha o suficiente.  A ideia de que trabalhar demais é necessário não é verdade, deve-se trabalhar o suficiente para conseguir o resultado. O 1º e o 2º anos de um empreendimento realmente exigem mais, mas  essa exigência é apenas por um período.

3. Foca no Ciclo de Prosperidade. Mais tempo permite trabalhar mais o relacionamento para obter contatos ou cursos, logo conhecendo melhores oportunidades de negócios que resultam em mais dinheiro e, assim, mais tempo. Esse é o ciclo da prosperidade: tempo - contatos/cursos - negócios - dinheiro - tempo. Isso permite lidar com questões estratégicas do empreendimento em vez de ficar apenas no operacional. Uma vez no ciclo da prosperidade, é muito difícil cair.

4. Tempo para empreendeder e tempo para viver. Dedicar tempo à qualidade de vida, o que ajuda a ter mais energia. A primeira pessoa a quem você deve se dedicar é você mesmo. Você se torna melhor, tem mais energia, mais disposição. Quando não se tem tempo, o primeiro a sair da agenda é você.

5. Para com atividades sem resultado. O empreendedor produtivo deve encontrar pessoas que façam acontecer e entende que ele não precisa fazer tudo sozinho. Faça uma lista de "stops", do que parar de fazer para não perder o foco.

COMO TER MAIS TEMPO?


1. Mindset. Mindset é um modelo mental, a forma como o cérebro reage às demandas, trata da execução e formas de usar o tempo. Foi criado na cultura latina uma cultura da última hora, da urgência. Temos que mudar essa cultura para a cultura da antecipação. Se a atividade é para sexta, quarta já deve estar pronto, com no mínimo 2 dias de antecipação. Isso nos deixa relaxados e com disposição para inovar. O exemplo dos pais também tem criado os "urgentinhos". O pai o faz, por exemplo, quando o filho precisa levar um livro à escola e o pai deixa para comprar só na véspera.

2. Classificar o Tempo

3. Método. Um método deve espontâneo, flexível e útil. A vida funciona porque tem um conjunto de métodos. Assim como existe um método para dirigir, deve existir um método para gerenciar o tempo.

4. Ferramenta. A ferramenta é essencial, pode ser um caderno, um software ou o Outlook.

5. Persistência. O  novo mindset começa a ser incorporado a partir da 5ª semana e a partir da 7ª começa a dar resultado no dia a dia. Não basta acreditar, é preciso experimentar e praticar de forma consistente.

TEMPO É UMA TRÍADE COM TRÊS ESFERAS

Importante
Tem a ver com prazo, resultados e prazer.  São atividades que tem tempo para serem realizadas, trazem resultados e dão prazer durante a execução, e que vão ajudar você a evoluir nas suas metas, que agregam valor e que você gosta.

Urgente
Mandatório, necessário, imediato. Atividades em que o tempo está esgotado, traz resultado mas traz stress e pressão juntos. Muitos comentam sobre "apagar incêndios", mas o bombeiro não trabalha só com urgência. 30% do seu tempo do seu tempo é usado no combate ao incêndio enquanto 70% é gasto em educação, em prevenção. Boa parte das urgências são devido a erros de comunicação, falhas no processo, esquecimento ou procrastinação. É o importante se tornando urgente por negligência. No entanto, 77% das urgências de qualquer empresa poderiam ser reduzidas com planejamento, preparação e prevenção. As empresas se acostumaram a valorizar o urgente. Quem resolve a urgência é o heroi e todos querem ser o cara. Aquele que se planeja, não tem urgências e sai no horário é visto como vagabundo ou como alguém que não está vestindo a camisa da empresa. Dessa forma, inconscientemente valorizam o urgente, por isso todos são urgentes. Deve-se criar uma estratégia de valorização do importante e redução do urgente. Uma equipe urgente se torna reativa, cheia de pressão e estressada. 

Circunstancial
Desperdício total de tempo. Faz faz faz e não sai do lugar.

O QUE É IMPORTANTE PARA O EMPREENDEDOR?
  • Adminstrar seu próprio tempo para ter saúde, vida, energia, para não matar a equipe. Líderes urgentes geram equipes urgentes, sejam um CEO, um diretor ou um pai.
  • Fazer um Plano de Negócios. Não um plano chato no Word, mas um plano orientativo para você e sua equipe. Muitos se preocupam demais com o plano formal. Faça um plano anual com visão de 3 anos à frente, incluindo pontos de controle, para esclarecer direções, metas e o que é importante para a empresa.
  • Delegar com tempo. Delegue tarefas com prazo, para daqui 1 semana, por exemplo, aumentando o senso de importância com estratégias de produtividade.
  • Escrever seus objetivos
  • Reduzir o volume de reuniões
  • Gerenciar a si mesmo e controlar seu pior inimigo. O pior inimigo do seu tempo é você mesmo.
  • Fazer uma coisa de cada vez. Aqueles que alternam entre várias atividades, ou multitarefas, perdem tempo. 30 institutos comprovaram: nenhum ser humano é multitarefa, somos monotarefas. Existe uma mudança cerebral nos bebês, mas não na geração Y pra baixo. O multitarefa perde de 20% a 30% (ou 40%) do seu tempo com a perda de produtividade.
  • Controlar as vozes no seu cérebro. Quando você se lembra de algo que deve fazer acaba multitarefando. Para tirar as vozes lembrando de coisas que você deve fazer, use a "sessão de descarrego", descarregando ou anotando tudo em alguma ferramenta. Isso termina a urgência na hora. Depois de 7 semanas o cérebro está retreinado para não ficar lembrando e levando à multitarefa.
Identidade
Descobrir com clareza o que é importante, quais são as prioridades, definir as estratégias da equipe, identificar o que transforma a sua empresa em uma empresa única.

Metas
Existe uma grande diferença entre metas bem feitas e metas mal feitas, se a identidade não está clara as metas não ficam boas. Sem clareza, define-se metas demais que apenas são começadas mas nunca realizadas. O ideal seria ter apenas 1 meta, a mais estratégica da companhia, e dela obter submetas e indicadores visíveis. Um erro muito frequente é também elaborar um plano de ação com coisas grandes demais. Ninguém executa o que é grande demais. Planeje ações de no máximo 2 ou 3 horas.

Para aumentar a probabilidade de realização de uma meta, pergunte também:
  • 1. Você sabe claramente qual é o próximo passo?
  • 2. A equipe sabe claramente o que fazer para sair do lugar?
  • 3. A situação da meta é visualizada claramente?
  • 4. A meta da empresa está associada a alguma meta pessoal? Associe a meta da empresa à meta pessoal de cada um. Seja uma casa, uma viagem ou pagar uma dívida, ao perguntar sobre uma meta de vendas, por exemplo, pergunte sobre a viagem. Isso dá sentido e importância pessoal à meta da empresa.
Planejamento
Escreva e mensure. Use caderno, agenda ou quadro para anotar as tarefas. Mas use uma ferramenta única, ou, se for distribuída, que seja sincronizada. Não planeje o dia. Planejar o dia é tarde demais. Planeje a semana ou no mínimo 3 dias antes. Planeje com folga e flexibilidade. Se trabalha 10 horas, planeje 4 ou 5 horas no início. Toda atividade também tem que ter duração, para permitir avaliar se o tempo planejado deu certo. Fazer também o dia da estratégia 1 vez a cada 15 dias, para ver o negócio como um todo. Questione qual o próximo passo da empresa, o que fazer para atingir melhores resultados, que parceiros pode buscar nessa semana. Com a urgência, o empreendedor deixa de empreender e vira gerente.

Organização
Em média uma pessoa pode gastar até 40 minutos por dia localizando informações que já tem e não lembra onde guardou. É impossível ter gestão de tempo sem organização.

Execução
Definir prioridades explícitas. Qual a estratégia? Quais os objetivos? Quem ajuda de fato? A prioridade geralmente é do grito, ou seja, o cliente que grita mais alto é o que é atendido primeiro. A equipe deve ser totalmente capaz de definir o que é prioritário, usando uma matriz de prioridade, por exemplo, definida a partir da estratégia, com mais ou menos 4 critérios para decisões, como rentabilidade, lucro, inovação. Crie formas de recompensar o senso de importância e reduzir o senso de urgência. Premie horas extras não usadas. Crie as condições para que as pessoas possam ter vida, buscar seus filhos na escola, dê premiações como ingressos para cinema. Estimule isso nas pessoas.

O MAIS IMPORTANTE
O mais importante é o que muitas vezes está do seu lado e você não valoriza, os relacionamentos. O eu te amo, obrigado, desculpa, perdão. Quando você diz "você é importante" o outro acha estranho e pergunta "Está com mau pressentimento?". Só damos valor quando a gente perde.

Não é necessário perder a vida, a saude e a família para dar valor àquilo que a gente tem. O tempo é a única coisa que não volta na vida. O dinheiro volta, tudo volta, mas o tempo não. Não existe vida profissional e vida pessoal. Não tem como um não interferir no outro. É única a vida que você gerencia, integrada.

AS DUAS PERGUNTAS FINAIS
1. O que você vai fazer de IMPORTANTE pela sua vida este ano?
2. Qual seu maior SONHO? Que tal começar agora a vivê-lo?


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Palestra do Gustavo Cerbasi


Posto aqui as minhas anotações da palestra do Gustavo Cerbasi na UEL dia 10 de agosto. Para mais informações, acesse http://www.maisdinheiro.com.br. Na palestra Cerbasi diz que a ideia é fácil de entender mas poucos fazem e começa com o que ele diz ser a pergunta da sua vida:

Quem trabalha para você?

O capital gera o trabalho e os trabalhadores multiplicam o capital. Ou seja, quem tem capital contrata pessoas para multiplicar seu capital e quem não tem multiplica o capital dos outros. Mas nada impede que aqueles que não tem o capital trabalhem e poupem formando um capital que posteriormente outros trabalhadores multiplicarão. E uma ideia que Cerbasi coloca é que parar de trabalhar, nunca, ou seja, não é uma opção. Por isso é importante gostar do que faz. E ainda, nesse sentido, o negócio próprio é, portanto, a melhor carreira.

E quando se fala de futuro, Cerbasi gosta da frase de Peter Drucker - "prever o futuro é construi-lo". Existem 3 caraterísticas que os jovens tem em relação ao dinheiro. Primeiro, não ganham dinheiro, segundo, não tem, e terceiro, sabem gastar o que tem e gastam bem.

O método de Cerbasi é simples:

Gaste menos do que ganha e invista bem a diferença.

Gaste
Aprenda a gastar bem, gasto de qualidade, pois quem não gasta não enriquece. Lembre-se sempre: o futuro é a continuidade do presente. Não deixe só para o futuro, sacrificando o presente. Gaste com mais lazer, bem estar e qualidade de vida. Esses gastos lhe dão mais flexibilidade, mais manobra, e permite que você lide com os problemas mais fácil. Além disso, evite gastos fixos (aluguel, prestação) e tenha um orçamento variável, pois nessa etapa de vida podem haver muitas mudanças de planos.

Menos do que ganha
Tenha sempre a disciplina de economizar. Lembre, porém, que a poupança deve virar investimento. Deixar o dinheiro na poupança é simplesmente postergar o consumo pois poupança não gera rendimentos, apenas correção.

Invista Bem a Diferença
Investir bem a diferença requer inteligência. Cerbasi apresentou a teoria dos baldes para o orçamento doméstico, uma sugestão simples de uso do dinheiro.

O primeiro balde é o de GASTOS BÁSICOS. E nesse balde vale a qualidade de escolha. Em vez de tentar logo comprar casa e carro com prestações, invista em lazer. Foque no que você tem que ter e tem que fazer e em uma vida mais simples, tranquila, invista em felicidade.

O segundo balde é o de INVESTIMENTOS. Lembrando que o futuro é a continuidade do presente, pense no que você quer hoje. Pense em sustentabilidade e não em troca, ou seja, em continuidade e não ter menos hoje para ter mais amanhã. Em vez de poupar mais, seja adaptável, ou corre o risco de perder a saude para ter mais dinheiro.

E o terceiro balde é o de LUXO, com o que você quiser.

Cerbasi também diz: não sonhe, construa seu sonho. Quanto custa esse sonho, por mês? Tenha equilíbrio, e equilíbrio é poupar sem perder o que tem hoje. Se você tiver disciplina para investir, sempre usado o balde de investimentos, certamente se tornará rico. Não tente fixar a quantidade de investimentos, como 30% ou 10%, siga seu estilo de vida e faça suas escolhas.

Segredo para Não Faltar
  1. Poupar para segurança - 8 a 10%
  2. Qualidade de vida - felicidade, lazer, clube, cinema, trabalho voluntário
  3. Gastos básicos - casa, carro, roupa
Cerbasi comentou que quando fala de riqueza ele fala em ter o suficiente para viver de renda. Nesse sentido, ele analisa que algumas decisões aceitas como o quem casa quer casa. Ao fazer um financiamento de imóvel, faz-se um planejamento de longo prazo que envolve por exemplo 100 mil à vista, mais parcelas por 20 anos a 1% de juro comprometendo aproximadamente 30% da renda com uma casa que tem ainda um quartinho extra para um futuro filho.

No entanto, este investimento cobre necessidades que ainda não existem e, o pior, faz com que a pessoa engesse o orçamento e deixe de investir. Nesse caso, existe também a opção de investir esses 30% e pagar o aluguel de um apartamento bem menor, investindo em mais lazer e mais investimento, que são necessidades imediatas. Engessar o orçamento, com especialmente nessa etapa de vida, é arriscado. O imóvel faz com que a pessoa fixe raizes na cidade onde está o imóvel em um periodo em que ela não ganha também. O aluguel dá mais flexibilidade e é melhor fincar raizes quando se ganha bem. Sempre desconfie do banco, ou seja, confie porque você conhece e levantou todas as informações.

Os 4 Ingredientes

  1. Tempo - é melhor investir quando se tem tempo pela frente. Nessa etapa de vida também não é recomendável perder tempo estudando investimentos. É melhor gastar o tempo investindo na carreira para ter mais renda, ficando mais tranquilo e deixando os investimentos serem gerenciados por pessoas especializadas que o multiplicarão.
  2. Juros Compostos - reinvestir os juros recebidos. Isso é regra em vários negócios, seja em aplicações em papeis ou em compra e venda. Esse investimento deve estar à parte da sua vida pois isso ajudará a formar um bom volume de dinheiro, e quanto maior o volume maior o efeito dos juros.
  3. Decisões Inteligentes - decisões inteligentes requerem maturidade, e maior contato com o mercado
  4. Dinheiro - um plano de previdência privada muitas vezes é um bom investimento, pois estar com o futuro garantido deixa mais livre para mais riscos.
Quanto a investimentos mensais, lembre-se de corrigir o investimento com a inflação. Além disso, o rendimento a considerar é sempre o líquido, descontando imposto de renda e inflação. 1% de rendimento líquido é fácil quando se tem disciplina. Além disso, ninguém investe sozinho, faça uso da inteligência coletiva.

Para lidar bem com investimentos você deve estar envolvido e bem informado. A dica do Cerbasi é experimentar. Ele trabalha com ações por ser da área financeira e estar mais confortável com esse tipo de aplicação, fazendo análises simples como patrimônio por lucro e yield e usando informações de relações com investidores. No entanto, no Brasil, hoje, qualquer investimento pode dar um bom retorno.

Resumindo as ideias do Cerbasi, lembre-se: por que você trabalha? Para enriquecer o empregador. A riqueza está nas suas escolhas. Persiga seu sonho, construa, concretize por elementos, o dinheiro vem atrás. Não pense somente em um número, como 1 milhão. mais importante que isso é a saude, a mente, os amigos, o amor. O dinheiro apenas potencializa o que você já é.

sábado, 2 de julho de 2011

HBR - Repensando o Capitalismo


Posto aqui um resumo das ideias apresentadas por Michael Porter na entrevista em vídeo Rethinking Capitalism feita pela Harvard Business Review em 5 de janeiro. Os trabalhos de Porter, como "As Cinco Forças Competitivas que Formam a Estratégia", revolucionaram o assunto Estratégia e nesta entrevista ele apresenta uma evolução do capitalismo para atender as demandas da sociedade.

Segundo ele, os negócios evoluiram no escopo estreito de como criar valor econômico e as empresas acabam sendo vistas como criadoras de lucro ao custo das comunidades em vez de criar valor que acima de tudo beneficie as comunidades. Desta forma, os governos passaram a ver negócios como problemas, fontes de coisas ruins alimentando um modelo mental com cada vez mais regulação, controle e impostos, satisfazendo uma opinião pública que surge dessa percepção dos negócios.

Nos últimos anos a visão de relacionamento entre negócios e sociedade foi marcada pela ideia de que a maximização de lucros era benéfica à sociedade por gerar mais empregos e, assim, inclusão social, de forma que o que é bom para os negócios é naturalmente bom para a sociedade. No entanto, há áreas, como saude, nutrição e a crise hipotecária, em que a relação entre maximização de lucro e as demandas da sociedade se tornaram mais complicadas.

Ainda que o lucro não seja fundamentalmente inconsistente com as necessidades da sociedade, se as empresas enxergarem o lucro em uma perspectiva estreita, não pensarem de forma mais abrangente e de longo prazo e não entenderem as influências mais amplas na sustentabilidade do seu sucesso, poderão cair na situação de um lucro que vem ao custo das necessidades sociais. Dessa forma, as pessoas podem não gostar destas empresas, em uma situação em que há lucro porém não há contratações, há demissões, fornecedores locais saem do negócio e poluição.

A premissa de que é o que é bom para os negócios é bom para a sociedade deve ser mudada para o que é bom para a sociedade é bom para os negócios. Parece apenas um jogo de palavras, mas é uma grande mudança de pensamento. A nova frase diz que criar benefício social é uma forma poderosa de criar valor econômico para a empresa. Por não pensarem dessa forma, muitas empresas perdem grandes oportunidades de lucro do jeito certo que na realidade surgem de atender necessidades sociais humanas. Pensando no meio ambiente, por exemplo, pode surgir simplesmente por alguém querer ser uma boa pessoa. No entanto, muitas empresas, hoje, economizam milhões em dinheiro, eliminando logística desnecessária ou usando menos energia, por exemplo. Outras empresas criam produtos que não lidam apenas com necessidades básicas, que não forçam produtos aos consumidores, mas sim produzem produtos que são de verdade bons para os consumidores, que são nutricionais, saudaveis, auxiliam-nos a economizar e criar sua família. Essa é a forma certa de criar lucro.

Uma das premissas do conceito de valor compartilhado (Shared Value) é que nós maximizamos a satisfação de necessidades convencionais das últimas décadas, porém nós temos vastas necessidades sociais, nos paises em desenvolvimento ou nos desenvolvidos, como em questões de saude, habitação, e nós podemos mobilizar o capitalismo para resolver estas questões e podemos ganhar muito dinheiro fazendo isso. O lucro nesse contexto deve vir de valor compartilhado, não ao custo das comunidades.

Porter se deu conta desse conceito quando estudou qual a importância da localização das empresas, o que foi crítico para ver as sinergias e relações entre os negócios e a sociedade. Nesse sentido, no próximo capítulo do pensamento sobre estratégia, sobre configuração de cadeias de valor e criação de vantagens estratégicas, as dimensões de valor compartilhado da estratégia de uma empresa, que envolvem os impactos sociais e as necessidades importantes da sociedade, vão ser os maiores diferenciais que as empresas poderão mobilizar.

Um exemplo é a empresa Whole Foods, que criuou um enorme sucesso econômico utilizando o conceito de valor compartilhado. Na opinião de Porter, a estratégia das empresas que obterão vantagens competitivas sustentáveis não vai ser baseada em pequenas diferenças e equilíbrios entre custo e qualidade, mas engajarão comunidades nunca atendidas e considerarão as necessidades humanas fundamentais relacionadas aos produtos.

Será que é possível escolher entre lucro e comunidade? Porter diz que há muitas coisas que as empresas podem fazer que não envolvem esse trade-off entre comunidade e lucro. E é nessas ações que as empresas devem focar. Nesse sentido, para construir valor compartilhando pensando além dessa perspectiva, não dê dinheiro em causas sociais aleatórias simplesmente para construir uma reputação. Em vez disso, compreenda bem o que é o seu produto, com é a sua cadeia de valor e entenda onde eles tocam importantes necessidades da sociedade. Se você é uma empresa de alimentos, pense em nutrição, se a sua empresa tem um produto que utiliza muita energia, pense no uso de energia do produto, se a sua empresa está no setor financeiro, pense em poupança, financiamento ou a compra de casa própria, mas de uma forma que realmente seja boa para o consumidor, não apenas uma iniciativa cínica para forçá-los a adquirir uma hipoteca que eles não vão conseguir pagar. Então, há muitas oportunidades em produtos, cadeias de valor e clusters de várias organizações.

Um exemplo é o fair trade, que visa distribuir melhor os preços entre produção e logística para que os agricultores possam receber mais. Essa é uma ideia clássica da de Responsabilidade Social Corporativa, em que há uma torta fixa, ou seja, uma quantidade de riqueza fixa e foca-se na redistribuição e no fazer com que as pessoas se sintam boas, por serem justas. No valor compartilhado, a verdadeira oportunidade é aumentar a torta pensando em como criar mais valor e, assim, o agricultor vai ser recompensado por participar na criação de mais valor do qual todos são beneficiados. Nessa linha, as empresas estão aprendendo que treinar os agricultores para melhorar o plantio, melhorar o acesso a fertilizantes, sementes ou melhorar o sistema de logística resulta em mais produtividade por hectare, aumento de qualidade e consequentemente aumento do preço, já que as pessoas vão pagar mais por um produto de maior qualidade, o que faz com que o aumento da renda do agricultor vá de 20% para 200%. Isso não é caridade, é aumentar a torda, criando valor econômico e valor social.

A maior objeção para a RSC é por que uma pessoa com seus valores pessoais vai investir o dinheiro do acionista em uma causa e não outra? O valor compartilhado é de interesse da própria empresa, que irá, por exemplo, comprar o café de uma forma diferente. Nesse sentido é ainda a mão invisível e não o uso do dinheiro do acionista.

Há excelentes empresas liderando esse movimento. Os chefes de RSC estão percebendo que a RSC pode estar em uma fase terminal e que nós devemos avançar. O verdadeiro impacto não está na RSC ou na doação por caridades, mas sim em mobilizar o negócio em si. A boa notícia é que isso não é algo que ainda não está sendo realizado no mundo, há muitas empresas que já estão trabalhando nesse sentido como a Nestlé, Unilever e GE. Haverá um período fascinante à frente. Não vamos apenar fazer o bem para a sociedade, mas vamos acabar reconfigurando a cadeia de valor, repensando a localização das coisas, as relações com fornecedores e desenvolver produtos de uma forma diferente. E os benefícios que vão muito além do que podemos imaginar hoje.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

TED: O Poder da Vulnerabilidade


Posto aqui as ideias principais do TED talk da Brené Brown, Power of Vulnerability. Brené Brown estudou como as pessoas se ligam e, com um perfil voltado a análise de dados ao invés de discussões subjetivas, buscou desvendar quais características fazem com que as pessoas sejam mais ligadas.

Segundo ela, a conexão, a ligação, é a razão de estarmos aqui, o que dá propósito e significado à vida. A capacidade de se sentir ligado é neurobiologicamente como estamos programados.

Brown descobriu que vergonha e medo eram base para a conexão. E que a vergonha pode ser facilmente entendida como o o medo da desconexão. Algo que se as pessoas soubessem ou vissem sobre nós não nos faria dignos de conexão. Algo sobe o qual ninguém quer falar a respeito e sobre o qual quanto menos se fala mais se tem. No entanto, isso é universal, todos tem. As pessoas que não experimentam vergonha não têm capacidade para empatia ou conexão humana. A base dessa vergonha, o sentimento de não ser suficiente, bonito o suficiente, rico, esperto o suficiente, era uma vulnerabilidade dilacerante, essa ideia de que para que a conexão aconteça nós temos que nos permitir ser vistos, de verdade.

Após anos de pesquisa, Brown separou as pessoas que realmente tinham um senso de valor, mercimento, que tinham um forte senso de amor e pertencer (belonging) e as que lutavam por isso, que sempre se perguntavam se eram boas o bastante. E somente uma variável separou as pessoas que tinham um forte senso de amor e pertencer e as pessoas que lutavam por isso. As pessoas que tinham um forte senso de amor e pertencer acreditavam que eram dignas de amor e pertencer. Só isso. Elas acreditavam que mereciam. E a parte difícil do que nos mantém desconectados é nosso medo de que nós não somos dignos de conexão.

E o que essas pessoas tinham em comum era um sensor de coragem. Coragem não é valentia. A definição original de coragem vem do latim cor, que significa coração. E a definição original era para contar a história de quem você é com todo seu coração. Estas pessoas tinham, simplesmente, a coragem de serem imperfeitas. Tinham a compaixão de serem amáveis consigo mesmas e então com os outros, pois não podemos praticar a compaixão com os outros se não nos tratamos de forma amável. E eles tinham conexão como resultado de autenticidade, eles estavam dispostos a abandonar quem eles achavam que tinham que ser para serem quem eles eram, algo que você certamente tem que fazer para ter conexão.

Eles abraçavam completamente a vulnerabilidade. Acreditavam que o que os tornava vulnerável os tornava belos. Eles não sentiam isso como algo confortável ou dilacerante, apenas falavam disso como algo necessário. Falavam sobre a disposição de dizer "eu te amo" primeiro, a disposição de fazer algo onde não havia garantias, a disposição de respirar enquanto aguarda o médico chamar após um mamograma. Eles estavam dispostos a investir em uma relação que poderia ou não dar certo. E eles achavam isso fundamental.

A forma de viver é com vulnerabilidade e parando de controlar e prever. A vulnerabilidade é o centro da vergonha e do medo e nossa luta para o merecimento, mas parece que é também a fonte da alegria, da criatividade, do pertencer, do amor. Nós vivemos em um mundo vulnerável. E uma das formas com que lidamos com isso é que nós entorpecemos a vulnerabilidade. Nós somos os mais endividados, obesos, viciados e medicados bandos de adultos na história. O problema é que, pela pesquisa, você não pode seletivamente suavizar emoções. Não se pode dizer aqui estão as coisas ruins, a vulnerabilidade, a mágoa, a vergonha, o medo, a decepção, não quero sentir isto. Não se pode entorpecer os sentimentos difíceis sem entorpecer os afetos, as emoções. Quando nós suavizamos as coisas ruins suavizamos também a alegria, a gratidão, a felicidade.

Nós buscamos tornar perfeito. E nós buscamos tornar perfeito, mais perigosamente, nossos filhos. Nossa função não é dizer "Olha ela, ela é perfeita. Meu trabalho é mantê-la perfeita - ter certeza de que ela faça parte do time de tênis na quinta série e faça Yale na sétima série". Não é essa nossa função. Nossa função é olhar e dizer "Quer saber? Você é imperfeita, e você está programada para lutar, mas você é digna de amor e pertencer". Essa é nossa função. Mostre-me uma geração de crianças criadas dessa forma e nós vamos acabar com os problemas que vemos hoje.

Podemos nos deixar sermos vistos, profundamente vistos, vulneravelmente vistos. Amar com todo nosso coração, mesmo quando não há garantia - e isso é realmente difícil. Praticar a gratidão e a alegria nesses momentos de terror, quanto estamos nos perguntando "Consigo amá-lo tanto assim? Consigo acreditar nisso com essa paixão? Consigo ser tão feroz sobre isso?" só para ser capaz de parar e, ao invés de catastrofizar o que pode acontecer, dizer "Sou apenas tão grato, porque me sentir tão vulnerável significa que estou vivo".

Provavelmente o mais importante é acreditar que nós somos o bastante. Porque quando partimos de um lugar que diz "sou o bastante", quando nós paramos de gritar e começamos a ouvir, somos mais amáveis e mais gentis com as pessoas ao redor, e somos mais amáveis e mais gentis conosco mesmos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Podoposturologia


Pra quem sofre de dores e já tentou muitas técnicas sem resultado, posto aqui uma nova técnica da fisioterapia que está crescendo bastante.

Conforme a matéria do portal Bonde, "a podoposturologia é o campo da fisioterapia que estuda as alterações posturais através da análise dos pés. De origem francesa, a podoposturologia auxilia na prevenção e no tratamento terapêutico através da prescrição de palmilhas posturais e mecânicas. As palmilhas posturais podem ser utilizadas no tratamento e prevenção de dores na região lombar, quadril, joelho, tornozelo e pé. Já as palmilhas mecânicas servem para dar apoio, corrigir deformidades e melhorar a função dos pés".

Mais do que compensar uma pisada errada ou aumentar o conforto, estas palmilhas são projetadas para se adaptar especialmente à biomecânica do paciente, ou seja, fazem com que a postura e o caminhar da pessoa sejam corrigidos ao longo do tempo. Após o período do tratamento, que ocorre sempre que o paciente utiliza a palmilha, esta pode ser retirada, ou seja, as palmilhas são usadas por um tempo determinado.

Um dos principais nomes da Podoposturologia é um londrinense, Mauro Pedroni Júnior, conforme matéria no ClicRBS. O Júnior deu o curso de podoposturologia na VitaCamp e preza por preparar os seus pupilos no processo todo, desde a análise clínica até a fabricação e revisão das palmilhas, de modo que os novos profissionais possam atender seus pacientes com a devida qualidade. O Junior atende na sua clínica, a Fisioclínica Londrina, que fica na Avenida Madre Leônia.

Para aqueles que querem começar na área, deem uma olhada antes no portal PODOTech - http://www.podotech.com.br. Este portal é mantido pela HS Technology, uma empresa londrinense fundada em 2008 na Incubadora de Empresas da UEL. A HS possui os equipamentos para podoposturologia mais modernos com o melhor design, e, o mais legal, a preços bem acessíveis, pensando realmente nos novos profissionais.

Depois de ouvir muitos relatos de pessoas (avós, tios, pais) que sofriam de dores nas costas, dores na coluna e melhoraram muito simplesmente depois de usarem as palmilhas, fica aí a sugestão de um novo tipo de tratamento. Quem sabe essa não seja a solução que alguém estava esperando!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Muitas Histórias



Muito obrigado a todos pela contribuição!!! Vocês fizeram parte não só de uma história mas de muitas. A nova cozinha do Galera de Deus Escola de Valores está a todo vapor! Foram feitos muitas refeições com a ajuda da comunidade, incluindo a ceia de Natal - essa virou reportagem dupla da RPC. Vejam as fotos e vídeos, que mostram histórias que não existiriam sem a ajuda de vocês. Vocês estão todos convidados a irem até a sede do projeto e conhecerem pessoalmente as crianças e a cozinha que vocês ajudaram a montar. Abaixo estão os links para as reportagens e as palavras do Marcelo e da Maria Luiza Casanova.

Muito obrigado por fazerem parte dessas histórias e por terem proporcionado dias mais felizes a essas crianças!!!



"Bom dia Nelson!! Estou enviando fotos do material da cozinha que foi adquirido. Também seguem fotos do nosso primeiro almoço!!! A criançada tava toda entusiasmada!! Eu falei da campanha que fizemos para eles e da capacidade que cada um tem de transformar situações através do trabalho!! Também falei para eles de como poderíamos manifestar gratidão às pessoas que nos ajudaram, que era através de um comportamento novo cheio de respeito e de verdade, se dedicando mais e mais ao estudo levando tudo bem a sério!! Foi muito dez!!

Nestas fotos existem muitas histórias. Hoje descobri que a pobreza material se torna grave quando ela é seguida da pobreza espiritual, descobri que quando as pessoas têm necessidade do alimento, o que vemos é somente a ponta do iceberg. As maiores necessidades estão ocultas, você tem que 'revirar', e então descobre que a fome existe quando todas as outras coisas já se acabaram.

No dia do meu aniversário, recebi várias cartinhas, entre elas uma que fez com que tudo que eu fiz até agora valesse a pena!! Se fosse somente esse resultado eu estaria satisfesto!!! Uma menina de 10 anos escreveu: 'você é a luz que Deus enviou para iluminar o meu caminho, você me faz esquecer as tristezas de minha vida, você é um pai que eu nunca tive'. Só de escrever novamente eu me emociono...

Obrigado a todos que contribuiram! Ajude-nos a divulgar este trabalho! Assim estamos tendo a oportunidade de fazer cada vez mais, por pessoas e sobretudo crianças que realmente precisam!!!!!

Carinhosamente agradecido!!

Marcelo e Maria Luiza!!"


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cinco Ações para Ser Feliz


Quais são as 5 ações positivas que você pode fazer para melhorar o bem-estar na sua vida?

Nic Marks comenta no seu TED talk sobre os resultados do programa Foresight, feito para o Departamento de Ciências do Reino Unido. O projeto envolveu muitas e muitas pessoas, especialistas e evidências - uma enciclopédia. Embora as ações não sejam o segredo da felicidade, são coisas a partir das quais Nic acredita que a felicidade possa fluir. Segue o resumo delas.
  1. CONECTAR: A primeira delas é conectar. Seus relacionamentos sociais são os conectores mais importantes da sua vida. Você investe seu tempo com as pessoas que você ama? O tempo que você poderia investir e a energia? Continue investindo.
  2. SER ATIVO: A segunda é ser ativo. Quer a maneira mais rápida para se livrar do mau humor? Saia, vá dar uma caminhada, ligue o rádio e dance. Ser ativo é ótimo para nosso humor positivo.
  3. NOTAR: O quão atento você é às coisas que acontecem pelo mundo, às mudanças de estação, às pessoas ao seu redor? Você percebe o que está borbulhando dentro de você e tentando emergir baseado em muitas evidências por consciência, terapia de comportamento cognitivo? Isso é muito forte para nosso bem estar.
  4. CONTINUAR APRENDENDO: A quarta é sempre continuar aprendendo. É importante aprender durante todo o curso de uma vida. Pessoas mais velhas que continuam aprendendo e são curiosas possuem resultados de saúde muito melhores do que aqueles que começam a se acomodar. Mas não precisa ser educação formal; não é baseado em conhecimento. É mais curiosidade. Pode ser aprender a cozinhar um novo prato, pegar um instrumento que você esqueceu desde a infância. Continuar aprendendo.
  5. DOAR: A última é a mais "anti-econômica" das atividades: doar. Nossa generosidade, nosso altruismo, nossa compaixão, tudo está interconectado ao mecanismo de recompensa do nosso cérebro. Nos sentimos bem se damos algo. Podemos fazer uma experiência onde você dá a dois grupos de pessoas cem dólares de manhã. Você diz a um grupo que é para gastar com eles mesmos e ao outro para gastar com outras pessoas. Meça a felicidade deles no final do dia. Aqueles que saíram e gastaram com outras pessoas estão mais felizes do que aqueles que gastaram consigo.
E então, vamos ser mais felizes em 2011?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Como Aprendemos - Peter Bregman no TEDx Flint



Posto aqui um resumo das principais ideias da apresentação do Peter Bregman no TEDx Flint, sobre como aprendemos. Bregman possui uma coluna muito interessante no blog da Harvard Business Review e fala sempre de liderança e gestão pessoal.

A ideia central é que se queremos aprender devemos tirar as mãos dos ouvidos e sentir as emoções desconfortáveis que naturalmente vêm junto ao aprendizado.

Devemos decidir se preferimos o conforto ou atingirmos todo o nosso potencial. Para isso, não podemos ficar confortáveis, devemos fazer uma escolha.

Bregman cita o poema The Man Watching de Rilke: "Vencer não tenta aquele homem. É assim que ele cresce: sendo derrotado, decididamente, por seres constantemente maiores."

Essa é a falha, o fracasso que leva ao desenvolvimento. Como levantar sempre mais peso do que se aguenta para aumentar os músculos. O fracasso não de propósito mas intencional, não pela negligência mas pelo esforço.

Os momentos em que as pessoas passaram por um grande crescimento, não um passo mas um salto, foram devido ao fracasso, quando elas tiveram que enfrentar o fracasso e como resultado se forçaram a desenvolver a partir daquele momento.

A parte difícil é que as emoções de feedback negativo não se vão, nem ao menos ficam mais fáceis. No entanto, embora as emoções negativas não se tornem mais fáceis nós nos tornamos melhores em suportá-las. Nós não precisamos gostar dos degraus, só devemos deve subi-los. Da mesma forma, não precisamos gostar dessas emoções, só precisamos senti-las, experimentá-las, se vamos continuar aprendendo.

Então, nós nos damos conta de que as emoções não matam. Elas podem ser dolorosas mas se vão e são substituídas por outras emoções. A forma de ser capaz de aprender é a prática de suportar estas emoções, experimentar e ver como é senti-las. Experimente-as, veja opiniões contrárias, sinta o sentimento negativo e veja como é senti-lo, reconheça que você pode suportá-lo.

Conheça o seu TAO, o que você faz quando você quer realmente tapar seus ouvidos. Peter fica fisicamente quente, emocionalmente irritado, invalida a pessoa que causou a sensação e checa seus emails. Conheça o seu TAO, a indicação de que você está prestes a fugir. Conhecê-lo vai lhe permitir miná-lo, sabotar sua própria resposta que evita seu próprio aprendizado.

Precisamos mergulhar totalmente e continuar a sentir essas emoções e suportá-las. O presente é uma imersão total na vida.

RESUMINDO
  • Para aprender, devemos sentir as emoções desconfortáveis que naturalmente vêm junto ao aprendizado.
  • Embora as emoções negativas não se tornem mais fáceis nós nos tornamos melhores em suportá-las
  • As emoções não matam, reconheçamos que nós podemos suportá-las
  • A forma de ser capaz de aprender é a prática de suportar estas emoções, experimentar e ver como é senti-las
  • Conheça o seu TAO, a indicação de que você está prestes a fugir

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Faça Parte Dessa História



Temos até o dia 10/12, sexta-feira, para fazer o restante das doações para a Oficina de Culinária do Galera de Deus Escola de Valores. A oficina é realizada por uma voluntária do Mercado São Francisco e tem contado em média com 40 crianças que moram principalmente no Morro do Carrapato e no Jardim Marabá, zona Leste de Londrina. Lá estão parte das 40 mil famílias que ainda enfrentam a fome em Londrina, conforme matéria na Folha de Londrina.

Às quartas-feiras, o projeto Galera de Deus Escola de Valores está servindo almoços para 40 crianças que passam o dia todo sem comer. Seus pais, que em geral trabalham com reciclagem, saem de casa cedo e não podem retornar para fazer o almoço. Além disso, não há gás, os fornos são à lenha e não há energia elétrica para manter geladeiras. Mesmo os programas sociais não atendem todos os que precisam do benefício e, muitas vezes, são também limitados.

Em entrevista também publicada na Folha de Londrina, o Prof. Ronaldo Baltar, da UEL diz: "O maior problema da fome é o atraso no desenvolvimento da criança. A fome crônica causa dificuldades de aprendizagem porque afeta a capacidade de concentração e de compreensão. Com fome, ninguém estuda, ninguém aprende. E surgem deficiências físicas que, a longo prazo, causam incapacidade para o trabalho."

Vamos ajudar a montar a cozinha do projeto. Com isso, o Galera de Deus Escola de Valores poderá oferecer almoços para as crianças que passam o dia todo sem comer, oferecer aulas de culinária para as crianças e para as mães e comercializar parte do que for produzido pelas mães para geração de renda familiar adicional, formando u
ma comunidade capaz de encontrar suas próprias soluções.

Com um pequeno gesto você pode impactar um bairro, uma comunidade, ou a vida de uma criança.
Faça você também parte dessa história!

Para ajudar, poste um comentário ou mande um email para galeradedeus@uel.br ou ligue para o número (43) 8824-7689. Mais informações nesse post.

RESUMO DO PROJETO OFICINAS DE CULINÁRIA

Atividades em Andamento
Segundas-Feiras
  • Treinamento de crianças para Educação e criação de valores por meio de oficinas práticas de culinária
Quartas-Feiras
  • Realização de almoços para atender crianças em situação de risco alimentar
  • Realização de sopão e macarronada para atender a toda a comunidade

Atividades Planejadas
  • Realização de almoços todos os dias para atender crianças em situação de risco alimentar
  • Realização de sopão e macarronada para atender a toda a comunidade
  • Treinamento das mães para qualificação profissional e geração de renda
  • Formação de mão de obra para inserção no mercado de trabalho e para colaboração interna no projeto
  • Assistência na comercialização dos produtos feitos pelas mães

Público Atendido
  • 40 crianças nos almoços
  • 100 pessoas no Sopão
Moradores principalmente do Morro do Carrapato e Jardim Marabá, Zona Leste de Londrina

Impacto
  • No mínimo 40 crianças adequadamente alimentadas todos os dias, proporcionando as condições mínimas necessárias para o seu desenvolvimento
  • Qualificação de jovens para inserção futura no mercado de trabalho
  • Qualificação de mães para geração de renda e contribuição como auxiliares no projeto, permitindo um atendimento cada vez melhor à comunidade
  • Geração de renda por meio da comercialização dos produtos
  • Educação de valores às crianças que frequentam o projeto
  • Uma comunidade capaz de encontrar suas próprias soluções

Requisitos para o Início do Projeto
  • Forno industrial 4 bocas - R$400,00
  • Conserto de forno industrial 6 bocas, descontadas peças como pagamento - R$150,00
  • Ilha 8 caçarolas - R$500,00
  • Total: R$1.050,00

Planilha de Arrecadação



Localização da Sede
Rua Santa Terezinha, 520


Visualizar Projeto Galera de Deus em um mapa maior

sábado, 20 de novembro de 2010

"Deem-me a cozinha e eu transformarei estas crianças"

Essa foi a frase do Marcelo Casanova e as crianças a quem ele se refere são as mais de 90 crianças do projeto Galera de Deus Escola de Valores - veja os vídeos.



O Galera de Deus Escola de Valores é um projeto coordenado pela Profa. Maria Luiza, coordenadora do Mestrado em Psicologia na UEL, e pelo seu marido, Marcelo Casanova, que deixou sua carreira de representante comercial para se dedicar em prol das crianças. A Profa. Maria Luiza utiliza os conceitos de Psicologia do Comportamento para educar e despertar os bons valores nas crianças. Diversas oficinas estão sendo realizadas, como Flauta, Aulas de Reforço Escolar e Contação de Histórias. Uma ideia que tem dado bastante certo é o dinheirinho do Galera, que recompensa positivamente e incentiva os bons comportamentos das crianças.

A mais nova oficina do projeto é a de Culinária, que acontece às segundas-feiras das 14:00 às 17:00. Contando em média com 40 crianças que moram principalmente no Morro do Carrapato e no Jardim Marabá, zona Leste de Londrina, a oficina é realizada por uma voluntária do Mercado São Francisco que também cursa Culinária. As crianças botaram a mão na massa e já fizeram enrolado assado de presunto, broa de fubá e brigadeiro de leite em pó. Mais do que simplesmente fazer, as crianças aprenderam a fazer do jeito certo, seguindo normas de higiene, procedimentos corretos e os uniformes. Além disso, seguem altíssimos critérios de qualidade exigidos pela professora. As oficinas foram tão animadas que os meninos até pararam de jogar futebol para aprenderem a fazer os salgados.

Apesar do bom andamento da oficina, o problema na região ainda é sério. Lá estão parte das 40 mil famílias que enfrentam a fome, conforme matéria na Folha de Londrina. Às quartas-feiras, o projeto Galera de Deus Escola de Valores está servindo almoços para 40 crianças que passam o dia todo sem comer. Nas quartas-feiras à tarde é também servido o Sopão ou uma Macarronada organizados pela própria moradora do bairro, Maria do Prado, atendendo 100 pessoas. Existem diversos fatores que levam à fome na região. No caso das crianças, seus pais, que em geral trabalham com reciclagem, saem de casa cedo e não podem retornar para fazer o almoço. Por não haver gás, os fornos são à lenha e as crianças não sabem usá-los. Além disso, por não haver energia elétrica, não há como cozinhar para a semana. Mesmo os programas sociais não atendem todos os que precisam do benefício e, muitas vezes, são também limitados. Há clara diferença entre a situação dos empregados e dos beneficiários de programas sociais.

O maior problema da fome é o atraso no desenvolvimento da criança. Em entrevista também publicada na Folha de Londrina, o Prof. Ronaldo Baltar, da UEL, diz: "É uma situação terrível, de desespero. A pessoa passa a viver em situação de risco quando não tem a noção do que vai acontecer no final do dia se não tiver um prato de comida. Cria-se uma instabilidade grande, uma incapacidade de pensar outras alternativas que não sejam buscar o alimento. Ninguém vai estudar ou se qualificar nessa situação. A solução para a fome passa a ser prioridade. A situação combinada de falta de abrigo, alimento e roupas, para quem tem uma família, é cruel. A fome crônica causa dificuldades de aprendizagem porque afeta a capacidade de concentração e de compreensão. Com fome, ninguém estuda, ninguém aprende. E surgem deficiências físicas que, a longo prazo, causam incapacidade para o trabalho."

Apesar deste cenário, a mudança sempre pode acontecer. Mesmo sendo inexperientes, os quitutes feitos pelas crianças ficaram excelentes. As próprias mães comentaram que os salgados poderiam até ser vendidos, despertando o interesse para que as oficinas fossem feitas também pelas mães, o que poderia vir a se tornar uma fonte de renda. Além disso, as oficinas podem ser realizadas de forma aos próprios moradores auxiliarem na realização dos almoços no projeto, dando a eles a oportunidade de se auto-sustentarem. Trata-se de uma ideia que veio das próprias mães!

Para isso, o objetivo agora é conseguir dois fornos industriais. O forno que está no projeto é muito pequeno e as aulas têm de ficar muito tempo paradas para aguardar o preparo. A cozinha equipada vai ser usada também para fazer os almoços para as crianças que passam o dia todo sem comer. A farinha e os alimentos já são arrecadados pelo Marcelo com 5 mercados de Londrina. Para a cozinha ser totalmente equipada, são necessários o fogão de 4 bocas, o fogão de 6 bocas e uma ilha para servir as refeições. O Marcelo fez o orçamento dos fornos industriais e conseguiu um bom preço. R$ 400,00 pelo forno de 4 bocas, R$ 150,00 pelo conserto de um forno de 6 bocas que está no projeto e R$ 500,00 para uma ilha de 8 caçarolas.

Segundo o Prof Ronaldo: "A solidariedade é fundamental, pois é isso que mantém, em boa parte, a expectativa, a esperança. Se não fosse isso, a situação de penúria, de sofrimento, seria muito maior. Nem sempre a pessoa que recebe caridade vai se acostumar. Isso até acontece em programas oficiais, mas em uma parcela pequena da população, porque as oportunidades de emprego oferecem salário menor. Não é falta de vontade de fazer outra coisa, é um cálculo racional. Em comunidades onde as pessoas têm uma atitude mais coletiva, há reforço da autoestima e incentivo à busca de uma solução coletiva. Da autoajuda acaba saindo a ideia da cooperativa que gera renda."

Se você quer fazer parte dessa mudança e contribuir, poste um comentário ou mande um email para galeradedeus@uel.br ou ligue para o número (43) 8824-7689.

A PRIMEIRA FORNADA VAI SER DE VOCÊS! FAÇA PARTE DESSA HISTÓRIA!

PROJETO OFICINA DE CULINÁRIA

Atividades em Andamento

Segundas-Feiras
  • Treinamento de crianças para Educação e criação de valores por meio de oficinas práticas de culinária
Quartas-Feiras
  • Realização de almoços para atender crianças em situação de risco alimentar
  • Realização de sopão e macarronada para atender a toda a comunidade
Atividades Planejadas
  • Realização de almoços todos os dias para atender crianças em situação de risco alimentar
  • Realização de sopão e macarronada para atender a toda a comunidade
  • Treinamento das mães para qualificação profissional e geração de renda
  • Formação de mão de obra para inserção no mercado de trabalho e para colaboração interna no projeto
  • Assistência na comercialização dos produtos feitos pelas mães
  • Palestras de conscientização sobre saúde e higiene alimentar
Público Atendido
  • 40 crianças nos almoços
  • 100 pessoas no Sopão
Moradores principalmente do Morro do Carrapato e Jardim Marabá, Zona Leste de Londrina

Localização da Sede do Projeto
Rua Santa Terezinha, 520 - Mapa

Impacto
  • No mínimo 40 crianças adequadamente alimentadas todos os dias, proporcionando as condições mínimas necessárias para o seu desenvolvimento
  • Qualificação de jovens para inserção futura no mercado de trabalho
  • Qualificação de mães para geração de renda e contribuição como auxiliares no projeto, permitindo um atendimento cada vez melhor à comunidade
  • Geração de renda por meio da comercialização dos produtos
  • Educação de valores prestadas às crianças que frequentam o projeto
  • Melhoria na saúde devido a melhor higiene na alimentação
Requisitos para o Início do Projeto
  • Forno industrial 4 bocas - R$400,00
  • Conserto de forno industrial 6 bocas - R$150,00
  • Ilha 8 caçarolas - R$500,00
Acompanhe quanto falta para começar a oficina!




quarta-feira, 27 de outubro de 2010

JCI - Impacto


"Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos comprometidos cheios de ideias possa mudar o mundo. De fato, é a única coisa que toda vez o faz." - Margaret Mead

Aos 18 anos, Henry Giessenbier formou em St. Louis o Clube de Dança Herculaneum, um clube social com um simples propósito: formar um relacionamento mais próximo e agradável entre os membros e concentrar seus esforços por ideias melhores e mais elevadas e por posição social. Tendo o Herculaneum atingido a reputação de ser o líder entre tais grupos, Giessenbier acreditou que um propósito melhor poderia ser servido unindo-os, passando então a convidar empresários e líderes comunitários para falar ao grupo em suas reuniões. Os pilares do grupo foram então formados: trabalho de verdade, não apenas conversa, melhorar a comunidade e reuniões gerais verdadeiramente interessantes. O propósito desta associação era educar seus membros por estudo e discussão, independente de política ou religião, sobre negócios, problemas nacionais e cívicos e outros assuntos e atividades que permitiriam o avanço do caráter e a eficiência de seus membros. Em uma palestra, o Coronel Huse Morgan apresentou o projeto de uma autopista e uma preocupação genuína sobre o impacto deste projeto na vida dos moradores.

Nesse espírito, Giessenbier então despertou para formar novos ideais para o grupo: "congregar os jovens desta grande cidade com o propósito de fomentar a amizade e desenvolvimento que possa transformar um bom menino num menino melhor, um bom estudante num estudante mais aplicado e um bom cidadão num cidadão melhor". Diz o preâmbulo da Constituição da JCI: “Conscientes do fato de que um adequado treinamento cívico das pessoas jovens fará com que elas tenham uma influencia decisiva na solução justa dos problemas da humanidade; determinados a proteger as futuras gerações da infelicidade trazida por desentendimentos entre as pessoas e ansiosos em promover o bem estar e progresso de todas as pessoas; Nós resolvemos unir nossos esforços em constituir uma associação internacional de Câmaras Júnior.” Assim nasceu a JCI.

MISSÃO DA JCI
Proporcionar oportunidades de desenvolvimento que dêem poder às pessoas jovens para criar mudanças positivas

VISÃO
“Ser a principal rede global de jovens cidadãos ativos”

VALORES, CARTA DE PRINCÍPIOS
Nós acreditamos:
Que a fé em Deus dá significado e propósito à vida
Que a fraternidade entre os homens transcende a soberania das nações
Que a justiça econômica pode ser melhor obtida por homens livres pela livre iniciativa
Que governos devem ser de leis mais do que de homens
Que o maior tesouro da Terra jaz na personalidade humana
Que o serviço à humanidade é a melhor obra de uma vida

A JCI é uma organização sem fins lucrativos presente em mais de 100 países baseada na participação de jovens cidadãos ativos entre 18 e 40 dedicados a criar mudanças positivas em suas comunidades. Os membros da JCI assumem responsabilidade por suas comunidades identificando problemas e objetivando soluções por meio de projetos comunitários. A JCI não tem a ver com o que você pode ganhar, tem a ver com o que você pode dar. Jovens motivados se filiam à JCI para colaborar com outros indivíduos apaixonados e ver o impacto da verdadeira mudança.

Os membros da JCI buscam formas de viver o slogan Be Better, Ser Melhor. Pensamos criticamente sobre os maiores desafios da sociedade e agimos em nome de nossas comunidades para sermos parte da solução. Buscamos melhores soluções para construir melhores comunidades criando um futuro melhor.

A atitude, o impacto e a visão de mundo diferenciam a JCI. A JCI é única na abordagem básica de que as pessoas jovens têm um importante papel na organização de projetos e programas que sirvam às necessidades das comunidades onde vivem. Nenhuma autoridade central escolhe esses programas. Em vez disso a JCI simplesmente torna possível uma troca de ideias e sistemas, que beneficiarão todos os membros, enquanto partilha o idealismo ardente de que pessoas jovens podem mudar o mundo.

A JCI é um movimento social local com âmbito internacional. Na JCI, a ação é local mas nossos princípios e impacto são globais.
Um ano de impacto, um ano para liderar. Os cargos na JCI são rotativos e duram apenas um ano, oferecendo oportunidades de lideranças para novos membros todo ano. Como cidadãos responsáveis em um mundo globalizado, os membros da JCI assumem os desafios ao seu redor para o desenvolvimento local por meio de projetos adequados às suas realidades, utilizando planejamento estratégico para elaborar soluções criativas aos problemas de suas comunidades.

O que é tão especial sobre a JCI vai além dos benefícios dos membros. Novamente, não tem a ver com o que você ganha, tem a ver com o que você dá. O membro deve viver a missão, a visão e os valores da JCI e contribuir para criar mudança positiva para assim encontrar os verdadeiros benefícios da filiação à JCI. A experiência única da JCI vem da cidadania ativa e da criação da mudança positiva. Está em fazer uso de seu próprio poder para melhorar o mundo, para resolver um problema em sua comunidade, para impactar positivamente a vida dos outros, encontrar significado e propósito pessoal por meio dos valores da JCI e observar sua própria vida melhorar vivendo a missão da JCI.

Estes indivíduos que se tornam "empoderados" para criar mudança positiva e assumem a responsabilidade pelo futuro do nosso mundo representam o verdadeiro propósito da nossa organização.

Haverá sempre problemas que precisam de soluções. Jovens poden encontrar oportunidades de muitas formas, mas só em um lugar encontram a visão de mundo da JCI. Essa atitude de cidadania ativa nos diferencia. A JCI não é limitada por uma lista finita de oportunidades, mas abraça uma visão atemporal de pessoas jovens em todo lugar agindo para criar mudança positiva.

www.jci.cc

terça-feira, 24 de agosto de 2010

TED: Simon Sinek - Como Grandes Líderes Inspiram Ação


Um TED talk super interessante sobre liderança, mercado, inovação. Posto aqui um resumo das ideias principais e o link do vídeo.

"Todos os grandes e inspiradores líderes e organizações no mundo, seja a Apple, ou Martin Luther King ou os irmãos Wright, pensam, agem e comunicam exatamente da mesma forma. E isso é provavelmente a ideia mais simples do mundo. Eu a chamo de círculo dourado."

Círculo Dourado - Por quê? Como? O quê?
- A maioria das pessoas ou das empresas sabe o que faz, como faz mas não necessariamente por que faz. A forma como pensamos, agimos, nos comunicamos é, assim, de fora para dentro, do mais claro para o mais confuso. "O que" é o serviço, o "como" é o diferencial e o "por que" é o lucro.
- Os líderes inspirados e as organizações inspiradas, no entanto, agem e comunicam de dentro para fora

Uma mensagem de marketing da Apple, caso ela fosse igual a todas as outras, seria mais ou menos assim:
- "Nós fazemos ótimos computadores. Eles são lindamente projetados, fáceis de usar e interface amigável. Quer comprar um?" Não

Outras mensagens típicas:
- Aqui está nosso novo escritório de advocacia. Nós temos os melhores advogados com os maiores clientes. Nós sempre representamos os clientes que fazem negócios conosco.
- Aqui está o nosso carro novo. Ele faz muitos Km/l. Ele tem bancos de couro. Compre nosso carro.

Mas não é inspirador.

- É assim que a Apple atualmente se comunica. "Tudo o que fazemos, nós acreditamos em desafiar o status quo. Nós acreditamos em pensar de forma diferente. A forma que desafiamos o status quo é fazer nossos produtos muito bem projetados, fáceis de usar e interface amigável. Acabamos fazendo excelentes computadores. Quer comprar um?" Totalmente diferente

  • Tudo o que foi feito foi inverter a ordem da informação.
  • Isso prova que as pessoas não compram o que você faz; elas compram o por que você faz.
  • O objetivo não é fazer negócios com todo mundo que precisa do que você tem. O objetivo é fazer negócios com pessoas que acreditam no que você acredita.
  • Novamente, o objetivo não é vender para pessoas que precisam do que você tem; o objetivo é vender para pessoas que acreditam no que você acredita
  • As pessoas não compram o que você faz; elas compram o porquê você faz.
- As pessoas respondem ao porquê você faz o que faz
- O objetivo não é apenas contratar pessoas que precisam de um emprego; é contratar pessoas que acreditam no que você acredita
- Se você falar sobre o que você acredita, vai atrair aqueles que acreditam no que você acredita.
- As pessoas vão fazer as coisas que provam o que elas acreditam.

É tudo fundamentado nos princípios da biologia: quando nos comunicamos de fora para dentro, falamos com o neo-córtex, que processa informações e dados. Quando nos comunicamos de dentro para fora, falamos diretamente para o límbico, que controla o comportamento, as decisões e não a linguagem.

No verão de 1963, 250 mil pessoas compareceram ao The Mall em Washington para ouvir Dr. King falar. não enviaram convites, não havia website, Dr. King não era o único grande orador na América nem o único homem que sofreu em uma América pré-direitos civis. De fato, algumas de suas ideias eram ruins.

Mas ele não saía por aí dizendo às pessoas o que precisava mudar na América. Ele saiu dizendo às pessoas o que ele acreditava. E as pessoas que acreditaram no que ele acreditava pegaram sua causa, e a tornaram deles, e eles disseram às pessoas.

Quantos foram lá por ele? Zero. Eles apareceram por eles mesmos. Era o que eles acreditavam sobre a América que os levou. Isso é o que eles acreditaram, e não foi sobre negros versus brancos, 25% do público era branco. Dr. King acreditava que existem duas leis diferentes neste mundo, aquelas feitas por uma autoridade maior e aquelas que são feitas pelo homem. E até que todas as leis que são feitas pelos homens sejam consistentes com as leis que são feitas pela autoridade maior, não viveremos em um mundo mais justo. Aconteceu então que o Movimento dos Direitos Civis era a coisa perfeita para ajudá-lo a levar sua causa para a vida. Seguimos, não por ele, mas por nós mesmos. E, a propósito, ele fez o discurso "eu tenho um sonho", e não o discurso "eu tenho um plano".

Os líderes têm uma posição de poder ou autoridade. Mas aqueles que lideram nos inspiram. Sejam eles indivíduos ou organizações, nós seguimos aqueles que lideram, não porque temos de seguir, mas porque queremos seguir. Seguimos aqueles que lideram, não por eles, mas por nós mesmos. E esses que começam com "por que" possuem a habilidade de inspirar aqueles a sua volta ou encontrar aqueles que os inspiram.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Junior Chamber International (JCI) para Londrina

Fizemos uma reunião há um mês atrás na Aliança-Liga Brasil Japão do Paraná. O assunto foi Câmara Júnior, no caso, a Junior Chamber International (JCI). O que estávamos buscando eram ideias de como criar projetos ou ações que pudessem fazer com que os participantes do Interseinen Paraná, departamento de jovens da entidade, pudessem atuar em prol de causas não só culturais, fundamentais na formação de bons cidadãos, mas também sociais e econômicas. A JCI, em parceria com a FIEP, está realizando o maior projeto de expansão da história no Brasil. E Londrina não fica de fora, não é, por que não trazer a JCI para Londrina? A questão é: qual serial a melhor forma de atuação da JCI em Londrina?

Segundo as informações do site (http://www.jci.org.br), a JCI é uma federação mundial de jovens líderes e empreendedores com quase um quarto de milhão de membros e milhões de ex-associados. É uma organização na qual os líderes se reúnem, aprendem e crescem. É composta por líderes entre 18 e 40 anos de inumerável ocupações que desenvolvem novas habilidades e competências contribuindo com as comunidades, alicerçando novas bases e estabelecendo novas empresas e redes sociais, aceitando pessoas de qualquer raça, cor, sexo, religião e ideologia política que desejem se transformar em líderes em qualquer área de atuação. A JCI é uma ONU dos 18 aos 40 anos.

Presente em mais de 6.000 comunidades em mais de 100 países ao redor do mundo e com mais de 200.000 jovens associados, a JCI tem como alguns de us objetivos criar melhores líderes para criar melhores sociedades, contribuir para que os membros alcancem mais do que parece ser possível no ambiente familiar, empresarial e social.

Missão da JCI (site)
Oferecer oportunidades de desenvolvimento que permitam aos jovens criar mudanças positivas.

Visão da JCI
Ser a principal rede mundial de jovens cidadãos ativos.

Valores da JCI
Fé, Fraternidade, Livre Iniciativa, Justiça, Personalidade Humana e Serviço Humanitário

Negócio
Empreender projetos nas 4 áreas de atuação da JCI - individual, negócios, internacional e comunitária, com ênfase na geração de negócios e internacionalismo.

O que faz a JCI ser diferente das outras organizações (site)
• Foca-se no desenvolvimento de bons líderes
• Rede internacional
• Desenvolvimento de habilidades em 4 campos (Negócios, Internacionalismo, Capacitação e Comunitária)
• Aprender técnicas de negócios
• Oportunidades de liderança para todos
• Oportunidades de receber treinamentos e de tornar-se um Facilitador

O que o voluntário recebe de retorno com sua associação
• Membros investem seu tempo e seu dinheiro com interesse na sua afiliação na JCI
• Para alguns este interesse é o aprendizado de novas habilidades, desenvolvimento pessoal e profissional
• Para outros este interesse pode ser satisfação pessoal, por ser reconhecido, por sentir-se útil e recompensado

Oportunidades (site)

Individuais
As atividades da JCI têm por finalidade fomentar a superação pessoal dos membros e ajudá-los a aproveitar ao máximo seu potencial. A JCI oferece numerosas oportunidades para desenvolver habilidades como dirigentes e coordenadores de projetos na comunidade e nas organizações locais e nacionais. Para dar aos membros os padrões mais elevados de capacitação, a JCI oferece também muitos programas, bem como certificação de seu Instituto de Capacitação Internacional. Ao contribuir para que os membros adquiram experiência em tomar decisões, a JCI contribui para o desenvolvimento dos futuros líderes da comunidade e do comércio.

Comunidade
A JCI crê que seus membros são um investimento no bem estar presente e futuro de suas comunidades. Os membros da JCI estão de pleno acordo e respaldam princípio de " pensar
localmente e agir globalmente". Os membros e patrocinadores sabem que a ajuda que dão a suas comunidades repercute na cidade, no estado, na região; que os projetos regionais beneficiam a todo o país; e que o trabalho que se realiza em um país pode repercutir em todo o mundo. Pondo em prática a última frase do Credo da JCI "Que servir à humanidade é a melhor obra de uma vida" -, os membros planejam e realizam cada ano dezenas de milhares de projetos em milhares de localidades, com o que impulsionam o progresso da sociedade.

Negócios
A JCI oferece aos seus membros contatos, liderança e capacitação comercial pessoal, mediante inúmeros seminários e programas comerciais, objetivando a superação como jovens empresários e executivos de negócios. Os membros têm a oportunidade de certificar suas aptidões comerciais através da Academia Comercial da JCI, o primeiro programa mundial da JCI que funciona totalmente pela Internet. A JCI apóia ativamente o desenvolvimento comercial em todos os países como meio de diminuir a pobreza e o sofrimento da humanidade. Inspirada no slogan Empreendedores em Ação, a JCI estabeleceu o programa “Concurso de Melhor Plano Empresarial do Mundo”, através do qual se premia os concorrentes que apresentarem os melhores planos para o estabelecimento de uma nova empresa ou atividade social que ajudem a obter mudanças positivas em duas categorias: "Comercial" para planos que visam lucro e "Obra Social" para atividades sem fins lucrativos.

Internacionais
Num mundo que se torna cada vez mais interdependente, os Juniores reconhecem a necessidade da paz, a tolerância e a colaboração internacional. A JCI oferece a seus membros numerosas oportunidades de compreender os assuntos mundiais e de tomar parte deles. Mediante conferências internacionais, academias, programas, relações de Capítulos Irmãos e intercâmbios comerciais, a JCI ajuda que seus membros promovam a boa vontade e compreendam melhor os desafios globais do amanhã.

Diante de tudo isso, fica novamente a questão: qual serial a melhor forma da JCI atuar em Londrina? E você, teria vontade de participar?

Tenho mais materiais, incluindo uma apresentação em slides usada na apresentação institucional às cidades. Se você quiser receber os materiais me avise pelas redes sociais. Por enquanto, seguem vídeos e cartazes sobre a JCI.