sábado, 20 de novembro de 2010

"Deem-me a cozinha e eu transformarei estas crianças"

Essa foi a frase do Marcelo Casanova e as crianças a quem ele se refere são as mais de 90 crianças do projeto Galera de Deus Escola de Valores - veja os vídeos.



O Galera de Deus Escola de Valores é um projeto coordenado pela Profa. Maria Luiza, coordenadora do Mestrado em Psicologia na UEL, e pelo seu marido, Marcelo Casanova, que deixou sua carreira de representante comercial para se dedicar em prol das crianças. A Profa. Maria Luiza utiliza os conceitos de Psicologia do Comportamento para educar e despertar os bons valores nas crianças. Diversas oficinas estão sendo realizadas, como Flauta, Aulas de Reforço Escolar e Contação de Histórias. Uma ideia que tem dado bastante certo é o dinheirinho do Galera, que recompensa positivamente e incentiva os bons comportamentos das crianças.

A mais nova oficina do projeto é a de Culinária, que acontece às segundas-feiras das 14:00 às 17:00. Contando em média com 40 crianças que moram principalmente no Morro do Carrapato e no Jardim Marabá, zona Leste de Londrina, a oficina é realizada por uma voluntária do Mercado São Francisco que também cursa Culinária. As crianças botaram a mão na massa e já fizeram enrolado assado de presunto, broa de fubá e brigadeiro de leite em pó. Mais do que simplesmente fazer, as crianças aprenderam a fazer do jeito certo, seguindo normas de higiene, procedimentos corretos e os uniformes. Além disso, seguem altíssimos critérios de qualidade exigidos pela professora. As oficinas foram tão animadas que os meninos até pararam de jogar futebol para aprenderem a fazer os salgados.

Apesar do bom andamento da oficina, o problema na região ainda é sério. Lá estão parte das 40 mil famílias que enfrentam a fome, conforme matéria na Folha de Londrina. Às quartas-feiras, o projeto Galera de Deus Escola de Valores está servindo almoços para 40 crianças que passam o dia todo sem comer. Nas quartas-feiras à tarde é também servido o Sopão ou uma Macarronada organizados pela própria moradora do bairro, Maria do Prado, atendendo 100 pessoas. Existem diversos fatores que levam à fome na região. No caso das crianças, seus pais, que em geral trabalham com reciclagem, saem de casa cedo e não podem retornar para fazer o almoço. Por não haver gás, os fornos são à lenha e as crianças não sabem usá-los. Além disso, por não haver energia elétrica, não há como cozinhar para a semana. Mesmo os programas sociais não atendem todos os que precisam do benefício e, muitas vezes, são também limitados. Há clara diferença entre a situação dos empregados e dos beneficiários de programas sociais.

O maior problema da fome é o atraso no desenvolvimento da criança. Em entrevista também publicada na Folha de Londrina, o Prof. Ronaldo Baltar, da UEL, diz: "É uma situação terrível, de desespero. A pessoa passa a viver em situação de risco quando não tem a noção do que vai acontecer no final do dia se não tiver um prato de comida. Cria-se uma instabilidade grande, uma incapacidade de pensar outras alternativas que não sejam buscar o alimento. Ninguém vai estudar ou se qualificar nessa situação. A solução para a fome passa a ser prioridade. A situação combinada de falta de abrigo, alimento e roupas, para quem tem uma família, é cruel. A fome crônica causa dificuldades de aprendizagem porque afeta a capacidade de concentração e de compreensão. Com fome, ninguém estuda, ninguém aprende. E surgem deficiências físicas que, a longo prazo, causam incapacidade para o trabalho."

Apesar deste cenário, a mudança sempre pode acontecer. Mesmo sendo inexperientes, os quitutes feitos pelas crianças ficaram excelentes. As próprias mães comentaram que os salgados poderiam até ser vendidos, despertando o interesse para que as oficinas fossem feitas também pelas mães, o que poderia vir a se tornar uma fonte de renda. Além disso, as oficinas podem ser realizadas de forma aos próprios moradores auxiliarem na realização dos almoços no projeto, dando a eles a oportunidade de se auto-sustentarem. Trata-se de uma ideia que veio das próprias mães!

Para isso, o objetivo agora é conseguir dois fornos industriais. O forno que está no projeto é muito pequeno e as aulas têm de ficar muito tempo paradas para aguardar o preparo. A cozinha equipada vai ser usada também para fazer os almoços para as crianças que passam o dia todo sem comer. A farinha e os alimentos já são arrecadados pelo Marcelo com 5 mercados de Londrina. Para a cozinha ser totalmente equipada, são necessários o fogão de 4 bocas, o fogão de 6 bocas e uma ilha para servir as refeições. O Marcelo fez o orçamento dos fornos industriais e conseguiu um bom preço. R$ 400,00 pelo forno de 4 bocas, R$ 150,00 pelo conserto de um forno de 6 bocas que está no projeto e R$ 500,00 para uma ilha de 8 caçarolas.

Segundo o Prof Ronaldo: "A solidariedade é fundamental, pois é isso que mantém, em boa parte, a expectativa, a esperança. Se não fosse isso, a situação de penúria, de sofrimento, seria muito maior. Nem sempre a pessoa que recebe caridade vai se acostumar. Isso até acontece em programas oficiais, mas em uma parcela pequena da população, porque as oportunidades de emprego oferecem salário menor. Não é falta de vontade de fazer outra coisa, é um cálculo racional. Em comunidades onde as pessoas têm uma atitude mais coletiva, há reforço da autoestima e incentivo à busca de uma solução coletiva. Da autoajuda acaba saindo a ideia da cooperativa que gera renda."

Se você quer fazer parte dessa mudança e contribuir, poste um comentário ou mande um email para galeradedeus@uel.br ou ligue para o número (43) 8824-7689.

A PRIMEIRA FORNADA VAI SER DE VOCÊS! FAÇA PARTE DESSA HISTÓRIA!

PROJETO OFICINA DE CULINÁRIA

Atividades em Andamento

Segundas-Feiras
  • Treinamento de crianças para Educação e criação de valores por meio de oficinas práticas de culinária
Quartas-Feiras
  • Realização de almoços para atender crianças em situação de risco alimentar
  • Realização de sopão e macarronada para atender a toda a comunidade
Atividades Planejadas
  • Realização de almoços todos os dias para atender crianças em situação de risco alimentar
  • Realização de sopão e macarronada para atender a toda a comunidade
  • Treinamento das mães para qualificação profissional e geração de renda
  • Formação de mão de obra para inserção no mercado de trabalho e para colaboração interna no projeto
  • Assistência na comercialização dos produtos feitos pelas mães
  • Palestras de conscientização sobre saúde e higiene alimentar
Público Atendido
  • 40 crianças nos almoços
  • 100 pessoas no Sopão
Moradores principalmente do Morro do Carrapato e Jardim Marabá, Zona Leste de Londrina

Localização da Sede do Projeto
Rua Santa Terezinha, 520 - Mapa

Impacto
  • No mínimo 40 crianças adequadamente alimentadas todos os dias, proporcionando as condições mínimas necessárias para o seu desenvolvimento
  • Qualificação de jovens para inserção futura no mercado de trabalho
  • Qualificação de mães para geração de renda e contribuição como auxiliares no projeto, permitindo um atendimento cada vez melhor à comunidade
  • Geração de renda por meio da comercialização dos produtos
  • Educação de valores prestadas às crianças que frequentam o projeto
  • Melhoria na saúde devido a melhor higiene na alimentação
Requisitos para o Início do Projeto
  • Forno industrial 4 bocas - R$400,00
  • Conserto de forno industrial 6 bocas - R$150,00
  • Ilha 8 caçarolas - R$500,00
Acompanhe quanto falta para começar a oficina!




quarta-feira, 27 de outubro de 2010

JCI - Impacto


"Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos comprometidos cheios de ideias possa mudar o mundo. De fato, é a única coisa que toda vez o faz." - Margaret Mead

Aos 18 anos, Henry Giessenbier formou em St. Louis o Clube de Dança Herculaneum, um clube social com um simples propósito: formar um relacionamento mais próximo e agradável entre os membros e concentrar seus esforços por ideias melhores e mais elevadas e por posição social. Tendo o Herculaneum atingido a reputação de ser o líder entre tais grupos, Giessenbier acreditou que um propósito melhor poderia ser servido unindo-os, passando então a convidar empresários e líderes comunitários para falar ao grupo em suas reuniões. Os pilares do grupo foram então formados: trabalho de verdade, não apenas conversa, melhorar a comunidade e reuniões gerais verdadeiramente interessantes. O propósito desta associação era educar seus membros por estudo e discussão, independente de política ou religião, sobre negócios, problemas nacionais e cívicos e outros assuntos e atividades que permitiriam o avanço do caráter e a eficiência de seus membros. Em uma palestra, o Coronel Huse Morgan apresentou o projeto de uma autopista e uma preocupação genuína sobre o impacto deste projeto na vida dos moradores.

Nesse espírito, Giessenbier então despertou para formar novos ideais para o grupo: "congregar os jovens desta grande cidade com o propósito de fomentar a amizade e desenvolvimento que possa transformar um bom menino num menino melhor, um bom estudante num estudante mais aplicado e um bom cidadão num cidadão melhor". Diz o preâmbulo da Constituição da JCI: “Conscientes do fato de que um adequado treinamento cívico das pessoas jovens fará com que elas tenham uma influencia decisiva na solução justa dos problemas da humanidade; determinados a proteger as futuras gerações da infelicidade trazida por desentendimentos entre as pessoas e ansiosos em promover o bem estar e progresso de todas as pessoas; Nós resolvemos unir nossos esforços em constituir uma associação internacional de Câmaras Júnior.” Assim nasceu a JCI.

MISSÃO DA JCI
Proporcionar oportunidades de desenvolvimento que dêem poder às pessoas jovens para criar mudanças positivas

VISÃO
“Ser a principal rede global de jovens cidadãos ativos”

VALORES, CARTA DE PRINCÍPIOS
Nós acreditamos:
Que a fé em Deus dá significado e propósito à vida
Que a fraternidade entre os homens transcende a soberania das nações
Que a justiça econômica pode ser melhor obtida por homens livres pela livre iniciativa
Que governos devem ser de leis mais do que de homens
Que o maior tesouro da Terra jaz na personalidade humana
Que o serviço à humanidade é a melhor obra de uma vida

A JCI é uma organização sem fins lucrativos presente em mais de 100 países baseada na participação de jovens cidadãos ativos entre 18 e 40 dedicados a criar mudanças positivas em suas comunidades. Os membros da JCI assumem responsabilidade por suas comunidades identificando problemas e objetivando soluções por meio de projetos comunitários. A JCI não tem a ver com o que você pode ganhar, tem a ver com o que você pode dar. Jovens motivados se filiam à JCI para colaborar com outros indivíduos apaixonados e ver o impacto da verdadeira mudança.

Os membros da JCI buscam formas de viver o slogan Be Better, Ser Melhor. Pensamos criticamente sobre os maiores desafios da sociedade e agimos em nome de nossas comunidades para sermos parte da solução. Buscamos melhores soluções para construir melhores comunidades criando um futuro melhor.

A atitude, o impacto e a visão de mundo diferenciam a JCI. A JCI é única na abordagem básica de que as pessoas jovens têm um importante papel na organização de projetos e programas que sirvam às necessidades das comunidades onde vivem. Nenhuma autoridade central escolhe esses programas. Em vez disso a JCI simplesmente torna possível uma troca de ideias e sistemas, que beneficiarão todos os membros, enquanto partilha o idealismo ardente de que pessoas jovens podem mudar o mundo.

A JCI é um movimento social local com âmbito internacional. Na JCI, a ação é local mas nossos princípios e impacto são globais.
Um ano de impacto, um ano para liderar. Os cargos na JCI são rotativos e duram apenas um ano, oferecendo oportunidades de lideranças para novos membros todo ano. Como cidadãos responsáveis em um mundo globalizado, os membros da JCI assumem os desafios ao seu redor para o desenvolvimento local por meio de projetos adequados às suas realidades, utilizando planejamento estratégico para elaborar soluções criativas aos problemas de suas comunidades.

O que é tão especial sobre a JCI vai além dos benefícios dos membros. Novamente, não tem a ver com o que você ganha, tem a ver com o que você dá. O membro deve viver a missão, a visão e os valores da JCI e contribuir para criar mudança positiva para assim encontrar os verdadeiros benefícios da filiação à JCI. A experiência única da JCI vem da cidadania ativa e da criação da mudança positiva. Está em fazer uso de seu próprio poder para melhorar o mundo, para resolver um problema em sua comunidade, para impactar positivamente a vida dos outros, encontrar significado e propósito pessoal por meio dos valores da JCI e observar sua própria vida melhorar vivendo a missão da JCI.

Estes indivíduos que se tornam "empoderados" para criar mudança positiva e assumem a responsabilidade pelo futuro do nosso mundo representam o verdadeiro propósito da nossa organização.

Haverá sempre problemas que precisam de soluções. Jovens poden encontrar oportunidades de muitas formas, mas só em um lugar encontram a visão de mundo da JCI. Essa atitude de cidadania ativa nos diferencia. A JCI não é limitada por uma lista finita de oportunidades, mas abraça uma visão atemporal de pessoas jovens em todo lugar agindo para criar mudança positiva.

www.jci.cc

terça-feira, 24 de agosto de 2010

TED: Simon Sinek - Como Grandes Líderes Inspiram Ação


Um TED talk super interessante sobre liderança, mercado, inovação. Posto aqui um resumo das ideias principais e o link do vídeo.

"Todos os grandes e inspiradores líderes e organizações no mundo, seja a Apple, ou Martin Luther King ou os irmãos Wright, pensam, agem e comunicam exatamente da mesma forma. E isso é provavelmente a ideia mais simples do mundo. Eu a chamo de círculo dourado."

Círculo Dourado - Por quê? Como? O quê?
- A maioria das pessoas ou das empresas sabe o que faz, como faz mas não necessariamente por que faz. A forma como pensamos, agimos, nos comunicamos é, assim, de fora para dentro, do mais claro para o mais confuso. "O que" é o serviço, o "como" é o diferencial e o "por que" é o lucro.
- Os líderes inspirados e as organizações inspiradas, no entanto, agem e comunicam de dentro para fora

Uma mensagem de marketing da Apple, caso ela fosse igual a todas as outras, seria mais ou menos assim:
- "Nós fazemos ótimos computadores. Eles são lindamente projetados, fáceis de usar e interface amigável. Quer comprar um?" Não

Outras mensagens típicas:
- Aqui está nosso novo escritório de advocacia. Nós temos os melhores advogados com os maiores clientes. Nós sempre representamos os clientes que fazem negócios conosco.
- Aqui está o nosso carro novo. Ele faz muitos Km/l. Ele tem bancos de couro. Compre nosso carro.

Mas não é inspirador.

- É assim que a Apple atualmente se comunica. "Tudo o que fazemos, nós acreditamos em desafiar o status quo. Nós acreditamos em pensar de forma diferente. A forma que desafiamos o status quo é fazer nossos produtos muito bem projetados, fáceis de usar e interface amigável. Acabamos fazendo excelentes computadores. Quer comprar um?" Totalmente diferente

  • Tudo o que foi feito foi inverter a ordem da informação.
  • Isso prova que as pessoas não compram o que você faz; elas compram o por que você faz.
  • O objetivo não é fazer negócios com todo mundo que precisa do que você tem. O objetivo é fazer negócios com pessoas que acreditam no que você acredita.
  • Novamente, o objetivo não é vender para pessoas que precisam do que você tem; o objetivo é vender para pessoas que acreditam no que você acredita
  • As pessoas não compram o que você faz; elas compram o porquê você faz.
- As pessoas respondem ao porquê você faz o que faz
- O objetivo não é apenas contratar pessoas que precisam de um emprego; é contratar pessoas que acreditam no que você acredita
- Se você falar sobre o que você acredita, vai atrair aqueles que acreditam no que você acredita.
- As pessoas vão fazer as coisas que provam o que elas acreditam.

É tudo fundamentado nos princípios da biologia: quando nos comunicamos de fora para dentro, falamos com o neo-córtex, que processa informações e dados. Quando nos comunicamos de dentro para fora, falamos diretamente para o límbico, que controla o comportamento, as decisões e não a linguagem.

No verão de 1963, 250 mil pessoas compareceram ao The Mall em Washington para ouvir Dr. King falar. não enviaram convites, não havia website, Dr. King não era o único grande orador na América nem o único homem que sofreu em uma América pré-direitos civis. De fato, algumas de suas ideias eram ruins.

Mas ele não saía por aí dizendo às pessoas o que precisava mudar na América. Ele saiu dizendo às pessoas o que ele acreditava. E as pessoas que acreditaram no que ele acreditava pegaram sua causa, e a tornaram deles, e eles disseram às pessoas.

Quantos foram lá por ele? Zero. Eles apareceram por eles mesmos. Era o que eles acreditavam sobre a América que os levou. Isso é o que eles acreditaram, e não foi sobre negros versus brancos, 25% do público era branco. Dr. King acreditava que existem duas leis diferentes neste mundo, aquelas feitas por uma autoridade maior e aquelas que são feitas pelo homem. E até que todas as leis que são feitas pelos homens sejam consistentes com as leis que são feitas pela autoridade maior, não viveremos em um mundo mais justo. Aconteceu então que o Movimento dos Direitos Civis era a coisa perfeita para ajudá-lo a levar sua causa para a vida. Seguimos, não por ele, mas por nós mesmos. E, a propósito, ele fez o discurso "eu tenho um sonho", e não o discurso "eu tenho um plano".

Os líderes têm uma posição de poder ou autoridade. Mas aqueles que lideram nos inspiram. Sejam eles indivíduos ou organizações, nós seguimos aqueles que lideram, não porque temos de seguir, mas porque queremos seguir. Seguimos aqueles que lideram, não por eles, mas por nós mesmos. E esses que começam com "por que" possuem a habilidade de inspirar aqueles a sua volta ou encontrar aqueles que os inspiram.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Junior Chamber International (JCI) para Londrina

Fizemos uma reunião há um mês atrás na Aliança-Liga Brasil Japão do Paraná. O assunto foi Câmara Júnior, no caso, a Junior Chamber International (JCI). O que estávamos buscando eram ideias de como criar projetos ou ações que pudessem fazer com que os participantes do Interseinen Paraná, departamento de jovens da entidade, pudessem atuar em prol de causas não só culturais, fundamentais na formação de bons cidadãos, mas também sociais e econômicas. A JCI, em parceria com a FIEP, está realizando o maior projeto de expansão da história no Brasil. E Londrina não fica de fora, não é, por que não trazer a JCI para Londrina? A questão é: qual serial a melhor forma de atuação da JCI em Londrina?

Segundo as informações do site (http://www.jci.org.br), a JCI é uma federação mundial de jovens líderes e empreendedores com quase um quarto de milhão de membros e milhões de ex-associados. É uma organização na qual os líderes se reúnem, aprendem e crescem. É composta por líderes entre 18 e 40 anos de inumerável ocupações que desenvolvem novas habilidades e competências contribuindo com as comunidades, alicerçando novas bases e estabelecendo novas empresas e redes sociais, aceitando pessoas de qualquer raça, cor, sexo, religião e ideologia política que desejem se transformar em líderes em qualquer área de atuação. A JCI é uma ONU dos 18 aos 40 anos.

Presente em mais de 6.000 comunidades em mais de 100 países ao redor do mundo e com mais de 200.000 jovens associados, a JCI tem como alguns de us objetivos criar melhores líderes para criar melhores sociedades, contribuir para que os membros alcancem mais do que parece ser possível no ambiente familiar, empresarial e social.

Missão da JCI (site)
Oferecer oportunidades de desenvolvimento que permitam aos jovens criar mudanças positivas.

Visão da JCI
Ser a principal rede mundial de jovens cidadãos ativos.

Valores da JCI
Fé, Fraternidade, Livre Iniciativa, Justiça, Personalidade Humana e Serviço Humanitário

Negócio
Empreender projetos nas 4 áreas de atuação da JCI - individual, negócios, internacional e comunitária, com ênfase na geração de negócios e internacionalismo.

O que faz a JCI ser diferente das outras organizações (site)
• Foca-se no desenvolvimento de bons líderes
• Rede internacional
• Desenvolvimento de habilidades em 4 campos (Negócios, Internacionalismo, Capacitação e Comunitária)
• Aprender técnicas de negócios
• Oportunidades de liderança para todos
• Oportunidades de receber treinamentos e de tornar-se um Facilitador

O que o voluntário recebe de retorno com sua associação
• Membros investem seu tempo e seu dinheiro com interesse na sua afiliação na JCI
• Para alguns este interesse é o aprendizado de novas habilidades, desenvolvimento pessoal e profissional
• Para outros este interesse pode ser satisfação pessoal, por ser reconhecido, por sentir-se útil e recompensado

Oportunidades (site)

Individuais
As atividades da JCI têm por finalidade fomentar a superação pessoal dos membros e ajudá-los a aproveitar ao máximo seu potencial. A JCI oferece numerosas oportunidades para desenvolver habilidades como dirigentes e coordenadores de projetos na comunidade e nas organizações locais e nacionais. Para dar aos membros os padrões mais elevados de capacitação, a JCI oferece também muitos programas, bem como certificação de seu Instituto de Capacitação Internacional. Ao contribuir para que os membros adquiram experiência em tomar decisões, a JCI contribui para o desenvolvimento dos futuros líderes da comunidade e do comércio.

Comunidade
A JCI crê que seus membros são um investimento no bem estar presente e futuro de suas comunidades. Os membros da JCI estão de pleno acordo e respaldam princípio de " pensar
localmente e agir globalmente". Os membros e patrocinadores sabem que a ajuda que dão a suas comunidades repercute na cidade, no estado, na região; que os projetos regionais beneficiam a todo o país; e que o trabalho que se realiza em um país pode repercutir em todo o mundo. Pondo em prática a última frase do Credo da JCI "Que servir à humanidade é a melhor obra de uma vida" -, os membros planejam e realizam cada ano dezenas de milhares de projetos em milhares de localidades, com o que impulsionam o progresso da sociedade.

Negócios
A JCI oferece aos seus membros contatos, liderança e capacitação comercial pessoal, mediante inúmeros seminários e programas comerciais, objetivando a superação como jovens empresários e executivos de negócios. Os membros têm a oportunidade de certificar suas aptidões comerciais através da Academia Comercial da JCI, o primeiro programa mundial da JCI que funciona totalmente pela Internet. A JCI apóia ativamente o desenvolvimento comercial em todos os países como meio de diminuir a pobreza e o sofrimento da humanidade. Inspirada no slogan Empreendedores em Ação, a JCI estabeleceu o programa “Concurso de Melhor Plano Empresarial do Mundo”, através do qual se premia os concorrentes que apresentarem os melhores planos para o estabelecimento de uma nova empresa ou atividade social que ajudem a obter mudanças positivas em duas categorias: "Comercial" para planos que visam lucro e "Obra Social" para atividades sem fins lucrativos.

Internacionais
Num mundo que se torna cada vez mais interdependente, os Juniores reconhecem a necessidade da paz, a tolerância e a colaboração internacional. A JCI oferece a seus membros numerosas oportunidades de compreender os assuntos mundiais e de tomar parte deles. Mediante conferências internacionais, academias, programas, relações de Capítulos Irmãos e intercâmbios comerciais, a JCI ajuda que seus membros promovam a boa vontade e compreendam melhor os desafios globais do amanhã.

Diante de tudo isso, fica novamente a questão: qual serial a melhor forma da JCI atuar em Londrina? E você, teria vontade de participar?

Tenho mais materiais, incluindo uma apresentação em slides usada na apresentação institucional às cidades. Se você quiser receber os materiais me avise pelas redes sociais. Por enquanto, seguem vídeos e cartazes sobre a JCI.









sexta-feira, 4 de junho de 2010

A Diferença entre Gostar e Amar

Posto aqui trechos do artigo "Liderar-se e Ser Líder no Amor" de Antônio Jorge Pereira Jr, publicado na Revista Ser Família Ano 3 Nº 19. Recomendo a todos a leitura da revista - http://www.serfamilia.com.br/revista-ser-familia.html.

Gostar é ação da afetividade. Amar é ato da vontade. São atitudes diferentes e possuem diferentes objetos de atração. A confusão faz com que muitos pensem não amar mais porque não sentem o amor, enquanto outros pensam que amam pelo fato de sentirem, quando na verdade apenas gostam.

Amar pressupõe conhecer a forma imaterial do bem que nos atrai, leva a trabalhar para o bem do ser amado, a despeito de nós mesmos. Enquanto isso, gostar pressupõe experimentar uma sensação, viver a experiência sensorial de algo que deleita. Quem ama sai de si. Quem gosta, na ação de gostar, estaciona em si.

Ao amar, vivemos a experiência da transcendência: o motor de nosso agir está fora de nós, e nos leva a nos expandirmos como pessoa, indo ao encontro de outras pessoas, ou de um ideal. Ao gostar, atendemos especialmente os chamados da nossa afetividade e corporeidade, que são realidades que estão nos limites do nosso próprio ser.

Quando Jesus fala de amor no Novo Testamento, usa a palavra ágape, um amor traduzido pelo comportamento e pela escolha, não o sentimento do amor. Não queria dizer que devemos fazer de conta que as pessoas ruins não são ruins, ou nos sentir bem a respeito de pessoas que agem indignamente. O que ele queria dizer era que devemos nos comportar bem em relação a elas.

Os sentimentos de amor talvez possam ser a linguagem do amor ou a expressão do amor, mas esses sentimentos não são o que o amor é. Como a personagem Teresa do livro O Monge e o Executivo disse: "o amor é o que o amor faz".

Nem sempre podemos controlar o que sentimos a respeito de outra pessoa, mas podemos controlar como nos comportamos em relação a outras pessoas.

Podemos amar uma pessoa de quem não gostamos. Manifestamos amor quando fazemos livremente o bem às pessoas sem distinção de raça, credo, nacionalidade, o que não significa que gostemos dessas pessoas: pode ser que não nos atraia conviver com elas. Madre Teresa não desfrutava de prazer sensorial quando recolhia os rejeitados nas latrinas da Índia, mas tratava-os com carinho. Com certeza os amava. E por isso os servia.

Podemos também gostar de alguém que não amamos, podendo inclusive simular a aparência de amor quando, na verdade, queremos extrair do outro algo que nos satisfaz. Sentimo-nos atraídos porque o outro nos torna a vida mais agradável, queremos servir-nos dele. Podemos desejar alguém sem que isso signifique que queiramos o seu bem, uma falsificação de amor. Ausente a postura de doação com vistas a realizar o outro, a relação sexual manifesta comércio sexual. O amor é uma realidade mais rica.

Sem virtudes, é mais difícil que o amor vença o gosto, quando apontam para direções opostas. Para ter uma amor sólido, portanto, é necessário desenvolver virtudes.